Varizes: incômodo e vergonha

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As marcas são de longa data. A aposentada Edna Maria Vaz, de 58 anos, é uma das mulheres que sofrem com varizes. Ela conta que desde muito jovem tem vasinhos nas pernas, mas que só se importou com o problema quando surgiram as dores.

“Tem dia que não dá para agüentar, porque queima. Aí eu tenho que apelar para o remédio. Se não tomar um remédio para a circulação as dores ficam terríveis”, reclama Edna.

A aposentada já passou por duas cirurgias, mas não teve o resultado que esperava. “Em 2007, eu tirei as safenas da joelho até a virilha. E continuei com as dores. Não melhorou”, comenta.

Segundo os médicos o tratamento de varizes é muito variado. Existem veias que precisam de cirurgias ou que são tratadas com injeções, em alguns casos remédios também são indicados.

Muitas dúvidas surgem em torno do assunto. Usar salto alto, fazer depilação e subir escada seriam fatores que ajudariam no aparecimento do problema? Os especialistas dizem que não. Por tanto, tudo isso não passa de criação de mitos.

Mas existem cuidados que podem ser tomados: evitar ganho de peso, não usar cintas abdominais apertadas, realizar exercício físico com acompanhamento médico, utilizar meias elásticas, principalmente durante a gravidez, e consultar regularmente um angiologista são dicas importantes.

Para quem precisa ficar muito tempo em pé, como é o caso das vendedoras, alguns segredinhos podem ajudar na prevenção. “Aqui a gente trabalha com sistema de vez, ficamos aguardando o cliente. Quando não é o meu momento de aguardar o cliente, eu procuro sentar, descansar, ou fazer alguma coisa que eu fique muito tempo parada, justamente para o sangue circular. Em casa, é a hora do relax: eu quero sentar, colocar minhas pernas pra cima com umas almofadas, coloco as pernas pro ar e ali acaba, não quero mais nada”, revela Jurema Bispo.

Mais do que uma questão estética, cuidar das varizes pode prevenir problemas mais sérios.

Fonte: RJTV