Pesquisa: um quinto dos cientistas usa drogas para melhorar desempenho intelectual

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O Globo OnlineAgências internacionais

RIO – Uma pesquisa disponibilizada no site da revista “Nature” revelou que um quinto dos cientistas usam algum tipo de droga para melhorar o próprio desempenho intelectual. Participaram da enquete 1.400 pesquisadores de 60 países, que citaram a necessidade de concentração como a principal razão para apelar para o “doping”. Para isto, são geralmente usados medicamento doenças do sono, hiperatividade e problemas cardíacos, sem prescrição médica.

O questionário foi disponibilizado na “Nature” depois que Barbara Sahakian e Sharon Morein-Zamir, neurocientistas da Universidade de Cambridge, revelaram os resultados de uma pesquisa com colegas sobre o uso de drogas durante atividades científicas.

De acordo com a “Nature”, três drogas são responsáveis pela maioria dos casos de “doping”:

– Ritalin (princípio ativo: metilfenidato), usado no tratamento de hiperatividade ou distúrbio do déficit de atenção. É conhecido em campus universitários como um “auxiliador de estudo”.

– Provigil (princípio ativo: modafinil), que atua contra problemas de sono, cansaço físico e mental e a desregulação do relógio biólogico.

– Betabloqueadores, recomendados contra problemas cardíacos e de pressão alta, mas também usados contra ansiedade.

A maioria dos participantes da enquete afirmaram ter usado pelo menos uma das substâncias uma vez no mês. Metade dos pesquisadores relatou efeitos colaterais desagradáveis.