Marcela

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Resumo

 

Marcela: Planta medicinal utilizada principalmente devido ao seu efeito antiespasmódico, anti-inflamatório e analgésico, sendo indicada principalmente em casos de problemas gástricos e cólicas abdominais.
A marcela também é muito utilizada popularmente para preencher travesseiros e almofadas, devido ao suposto efeito calmante.

Nomes

Nome: Marcela, marcela-do-campo, marcelinha, alecrim-de-parede, macela, camomila-nacional, carrapichinho-de-agulha, chá-de-lagoa, losna-do-mato, macela-amarela, macela-da-terra, macela-do-campo, macelinha.
Nome latim: Achyrocline satureioides (Lam.) DC.
Nome inglês: marcela, macela
Nome francês: marcela, macela
Nome alemão: marcela, macela
Nome italiano: marcela, macela
Nome espanhol: marcela, marcela de campo
Família
Asteraceae ( Compositae )
Componentes
Flavonóides (luteolina, quercetina, dimetoxiflavona), óleo essencial, polifenois (ácido caféico), cumarinas, oligoelementos, lactonas e sesquiterpenos.
Partes utilizadas
Partes aéreas, especialmente inflorescência e flores.
Efeitos
Anti-inflamatório, analgésico, antiespasmódico, antibacteriano, antiviral, hepatoprotetor, munoestimulante e antioxidante.
Ver mais detalhes em observações interessantes.
Indicações
Uso interno
– problemas gástricos: queimação no estômago, dispépsia …
– cólicas abdominais
– proteção hepática
– infecções na pele
 
Uso externo
– reumatismos
– nevralgias (ciática)
– dores articulares e musculares
– feridas e infecções na pele
– ansiedade e problemas para dormir (travesseiro ou almofada)
Efeitos secundários
Nenhum relato encontrado na literatura, no entanto sempre há risco de alergias.
Contra-indicação
Devido a falta de estudos em casos de gravidez e ao seu suposto efeito emenagogo relatado principalmente pelos argentinos, não recomendamos o uso nestas circunstâncias.
Interação
Nenhuma conhecida.
Preparações
– infusão (chá): 10g de flores de marcela para 1L de água, 2 a 3 xícaras por dia
– infusão para uso externo: 30g de flores de marcela para 1L de água, aplicar 1 a 3 vezes ao dia
– decocção
– tintura
– sumo para uso externo (planta macerada)
– cosméticos: xampu, sabonetes, infusão para clarear cabelo
– almofadas e travesseiros
Onde cresce a marcela?
A marcela é nativa da América do Sul, especialmente de regiões temperadas e do sudeste subtropical (Brasil, Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Uruguai, Argentina e Paraguai). No Brasil, ela é encontrada especialmente nos campos e áreas abertas do sul e sudeste ( de Minas Gerais até o sul do país), principalmente em locais de temperatura amena, com solos ácidos e pobres em fertilidade (favorece a produção de seus princípios ativos). Herbácea perene que cresce espontaneamente na paisagem e beira de estrada, considerada por muitos agricultores como “planta daninha”.
Quando colher?
A marcela floresce preferencialmente no outono, portanto esta é a melhor época para sua colheita.
No Rio Grande do Sul, a marcela é tradicional mente colhida na Sexta-feira Santa antes do nascer do sol, pois eles acreditam que nesta data a planta apresentará maior concentração de princípio ativo.
Observações interessantes
A marcela é considerada como símbolo oficial do Rio Grande do Sul, sendo seu uso nesta região amplamente disseminado. Os indígenas da America do Sul, especialmente os Kaigang, utilizam a marcela há anos para problemas digestivos, anti-inflamatório, emenagogo (induzir a menstruação) e antisséptico. Outros usos tradicionais já relatados desta planta são: antiespasmódico, antiarteriosclerótico, sedafivo, diurético, antiasmático, antitussígeno, antidiarreico e hipoglicemiante.
Não existem estudos clínicos em humanos com a marcela, mas estudos in-vitro ou em animais demonstraram atividade antibacteriana, antimicrobiana, antiviral, anti-inflamatória, imunoestimulante, antiespasmódica, hepatoprotetera e antioxidante.
A atividade antibacteriana se dá principalmente contra infecções de pele, devido à presença de ácido cafeico e quercetina, através de extratos aquosos e decocção.
Já em relação ao efeito antiviral é foi demonstrada a atividade em animais com extrato hidroalcoólico das folhas que contém ácidos polifenólicos e saponinas (importantes para esta atividade), contra os vírus do herpes tipo 1, vírus da poliomielite, vírus da estomatite, rinovírus 14 e vírus da imunodeficiência do tipo 1; o extrato etanólico das partes aéreas não se mostrou eficaz.
Os extratos etanólicos, aquosos e alcoólicos demonstraram atividade analgésica e anti-inflamatória local em estudos com rato devido, principalmente, à presença de diversos flavonoides como a quercetina e luteína.
A atividade imunoestimulante foi demonstrada através do aumento da atividade fagocitária de leucócitos polimorfonucleares. Já o efeito antiespasmódico parece estar relacionado com a indução contrátil do ácido acético e bário.
A atividade hepatoprotetora foi demonstrada através de estudos em animais e a avaliação da diminuição da concentração de biomarcadores hepáticos como o ALT (alanina-aminotransferase) e AST (aspartato transaminase).
A marcela foi descrita na Farmacopeia Brasileira em 2001, entrou na lista de ervas aprovadas para uso humano da Argentina em 1999, foi incluída na lista de espécie de venda livre em herbários do Uruguai e na lista de ingredientes permitidos para uso cosmético na Europa.

fonte:http://www.criasaude.com.br/N20899/fitoterapia/marcela.html