Cirurgia no nariz ajuda a reduzir dificuldade de respiração durante o sono

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A correção cirúrgica de desvios e obstruções anatômicas pode melhorar a qualidade de vida dos pacientes que sofrem com apnéia do sono e problemas respiratórios por obstrução nasal. Segundo médicos de Taiwan, a cirurgia melhorou os indicadores de qualidade de vida testados antes da cirurgia. O trabalho cientyífico está na edição de 21 de abril da revista “Archives of Otolaringology Head and Neck Surgery”.

A apnéia obstrutiva do sono é um problema de saúde caraterizado por obstruções das vias aéreas durante o sono que faz com que a pessoa ronque e durma mal. A consequência direta disso é o sono persistente durante o dia, aumentando risco de acidentes, diminuindo a capacidade de concentração no trabalho, e piorando assim a qualidade de vida dessas pessoas.

Além da sonolência causada pelas noites mal dormidas, a doença tem relação com problemas cardiovasculares e neurológicos variados. Entre os principais fatores de risco para ocorrência da apnéia do sono estão: obesidade, tabagismo, ser do sexo masculino e envelhecimento.

O exame diagnóstico da apnéia é a polissonografia, onde os pacientes são monitorados durante uma noite de sono com medição de parâmetros como: quantidade de oxigênio no sangue e o número de momentos onde a respiração não se faz de maneira adequada durante a noite.

Os participantes do estudo chinês responderam a questionários padronizados, três meses antes e três meses após a cirurgia, classificando sua dificuldade em dormir, roncos e sua qualidade de vida.

Após a cirurgia de desobstrução de vias aéreas foram observados melhoras significativas no padrão de sono e de ronco dos pacientes. Uma consequência indireta da cirurgia foi uma melhora na percepção de saúde global dos pacientes.

A análise estatística dos resultados mostrou que os problemas no trabalho e na vida social causados pela apnéia do sono melhoraram em mais de 30 % após a cirurgia. A melhora da saúde global foi avaliada pelos participantes, como algo em torno de 14%.

De qualquer forma a avaliação do caso deverá feita por um especialista, o otorrinolaringologista que identificará os casos onde a cirurgia está indicada.

Luis Fernando Correia Especial para o G1